Pleonasmo O Que É
Pleonasmo é a repetição de ideias na linguagem que pode ser intencional para ênfase ou indesejada quando o texto ganha palavras sem necessidade, e entender como isso funciona ajuda a escrever e a falar com mais clareza.
O que é pleonasmo e como identificar
Pleonasmo ocorre quando usamos mais palavras do que o necessário para transmitir uma ideia, criando redundância na frase. Exemplos clássicos incluem “armazém de depósito”, “único original” ou “retornar de volta”, onde um dos termos já implica o outro. Na prática, perceber o pleonasmo é simples: basta verificar se a frase mantém o mesmo sentido removendo uma palavra ou expressão sem perder a essência da mensagem.
Na língua portuguesa, muitos casos são marcados pela repetição de sinônimos ou por construções que acrescentam elementos supérfluos. Por exemplo, em “caminhar andar deslocar-se”, a ação de caminhar já engloba andar e deslocar, tornando as palavras extras redundantes. Identificar o pleonasmo ajuda a evitar enrolações desnecessárias e a deixar a comunicação mais direta, objetiva e fácil de entender.

Pleonasmo na escrita: benefícios e malefícios
Na escrita, o pleonasmo pode ser intencional e até desejável, especialmente quando usado para criar ênfase, ritmo ou estilo. Por exemplo, frases como “fazer uma verdadeira aventura” ou “absolutamente necessário” são formadas com recursos pleomásticos que reforçam a ideia central. Também há recursos literários, como a anadílogo, que usam repetições para criar intensidade emocional ou musicalidade na prosa.
Porém, o uso excessivo ou descontrolado pode prejudicar a clareza e a concisão do texto. Redundâncias desnecessárias alongam frases, dificultam a leitura e podem até confundir o leitor, especialmente em textos técnicos, científicos ou de instrução. Portanto, é importante equilibrar: usar o pleonasmo de forma consciente para enfatizar ou embelezar, e revisar o texto para eliminar repetições que não agregam valor.
Pleonasmo versus redundância: nuances na linguagem
É comum confundir pleonasmo com redundância, mas, embora estejam ligados, eles não são a mesma coisa. Enquanto o pleonasmo se refere especificamente à repetição de informações por meio de palavras ou expressões equivalentes, a redundância pode aparecer de outras formas, como repetir a mesma ideia em sentenças diferentes ou apresentar detalhes irrelevantes.

Para diferenciar, observe se a repetição ocorre dentro da mesma estrutura frasal. Frases como “súbito inesperado” ou “no futuro” são exemplos de pleonasmo, pois “súbito” já implica “inesperado” e “futuro” já remete ao “no futuro”. Já a redundância pode ser mais ampla, incluindo repetições de argumentos, exemplos desnecessários ou informações que não agregam à mensagem principal.
Tipos de pleonasmo e exemplos práticos
O pleonasmo pode se manifestar de diversas maneiras, dependendo de como as palavras se relacionam na frase. Entre os tipos mais comuns estão o pleonasmo sintático, que repete elementos gramaticais, e o pleonasmo lexica, que envolve sinônimos ou significados sobrepostos. Exemplos sintáticos incluem frases como “olhar com os olhos”, já que olhar já indica usar os olhos, e exemplos lexicais aparecem em “fato acontecido” ou “cada um a seu modo”.
- Pleonasmo verbal: repetição de ações, como “gritar clamor” ou “rir sorrindo”.
- Pleonasmo substantivo: repetição de substantivos, como “cidade local” ou “ação ato”.
- Pleonasmo adjetival: adjetivos que reforçam a qualidade redundante, como “cheio de abundância” ou “pequeno minúsculo”.
Reconhecer essas categorias ajuda a identificar onde o texto pode ser simplificado sem perder o significado. A clareza aumenta quando substituímos expressões longas por termos mais precisos, mantendo a intenção original.

Pleonasmo na fala e no cotidiano
No cotidiano, muitos usam o pleonasmo sem perceber, especialmente em expressões familiares ou regionais. Frases como “vamos voltar para casa” ou “estou com sono horrível” são comuns no falar espontâneo, mesmo sendo consideradas redundantes. Em muitos contextos, isso não prejudica a comunicação, pois a intenção e o contexto ajudam a entender a mensagem.
Porém, em situações formais, como apresentações, escritos profissionais ou comunicação institucional, é mais adequado evitar pleonasmos desnecessários. Falar com clareza, sem excessos, demonstra organização de pensamento e respeito pelo tempo do interlocutor. Portanto, observar se há pleonasmo no idioma falado e revisar a fala ou a escrita ajuda a cultivar uma linguagem mais objetiva e elegante.
Como evitar pleonasmos desnecessários e melhorar a qualidade da linguagem
Evitar pleonasmos indesejados exige prática e atenção na hora de escrever ou falar. Uma estratégia eficaz é revisar o texto e substituir expressões longas por termos mais precisos, como usar “cheio” no lugar de “absolutamente cheio” ou simplesmente “voltar” no lugar de “retornar de volta”. Ler o texto em voz alta também ajuda a sentir onde a frase pode estar cansativa ou repetitiva.

Ferramentas de edição e verificação gramatical podem indicar redundâncias, mas o julgamento final deve ser humano, considerando o estilo e a intenção de cada frase. Treinar a concisão, ouvir feedbacks de outros leitores e estudar boas práticas de estilo são formas de reduzir o pleonasmo indesejado. Com o tempo, a linguagem fica mais ágil, precisa e agradável, equilibrando bem a expressão pessoal e a clareza.
Conclusão
Compreender o que é pleonasmo e saber quando usá-lo ou evitá-lo é um passo importante para uma comunicação eficaz. Embora a repetição intencional possa enriquecer o texto ao dar ênfase ou beleza, o pleonasmo desnecessário sobrecarrega a mensagem e prejudica a clareza. Dominar o equilíbrio entre recursos linguísticos e economia de palavras faz a diferença na qualidade da fala e da escrita, ajudando a transmitir ideias de forma mais objetiva, elegante e poderosa.
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